Nem sempre olhar é ver

Nem sempre olhar é ver

Chegar a Bahia, Salvador, depois de meses navegando pelo centro do Brasil é a sensação de porto seguro imerso na moqueca psicodélica. É muito bom perceber o quão felizardos nós aqui estamos, nele polo de tecnologia de humanidades, diria que o melhor da Bahia é a humanidade que o povo daqui gestou, essa forma de afeto, de bem querer generalizado, acho essa uma característica  geral da Bahia, essa energia ancestral de orixás e africas aqui desaguados.

Amanheci um desses dias, a beira-mar, à beira da Baía de Todos os Santos, o sol pousando no mar plácido, leitoso a esperar as ondas de calor que junto com a brisa emanam no dia, calor, suor. o verão se aproxima e com isso o desejo de desejar embebe as almas, as ruas, os corpos…

Voltar a Salvador depois de meses, faz um bem sem igual a alma, sem o céu de mar do planalto, mas com o mar de universo da Bahia, o dendê dos acarajés borbulhando em inúmeras ruas e a memória dos orixás vagando por ruas, marés, ventos e sombras, em verdade tudo uma festa, para a retina, para os sentidos. Faço da memória das ilhas e correntezas a leveza com que tateio um tempo a vir, tempo esse, imerso no caldo de viver e vida a borbulhar no firmamento dessa Bahia de Todos os Cantos…

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